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10/01/2012 - 17:28 - Por: Diário de S. Paulo

Sacolinhas plásticas estão de aviso prévio

Faltam apenas 15 dias para a aposentadoria das sacolinhas descartáveis nos supermercados paulistas

Faltam apenas 15 dias para a aposentadoria definitiva das sacolinhas plásticas descartáveis nos supermercados paulistas. Os rio-pretenses se despedem do produto lamentado a sua falta, mas apoiam a substituição pelas sacolas reutilizáveis por ser uma atitude ecologicamente correta. Na hora das compras, os consumidores também poderão utilizar caixas de papelão ou trazer ecobag (sacola ecológica) de casa. “Sou a favor da substituição das sacolas descartáveis pelas reutilizáveis. Mas vou sentir falta do produto na hora de colocar o lixo. O jeito é criar o hábito de comprar sacos de lixo”, disse a promotora de vendas Daniela Rodrigues, 29 anos.

“Até o dia 25 deste mês, os supermercados devem eliminar o estoque que tiverem de sacolas plásticas. É um momento de transição e os supermercados estão intensificando as orientações aos consumidores  sobre os benefícios da substituição ao meio ambiente”, disse Renato Martins, diretor regional da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

Segundo ele, a partir desta data, os supermercados deixarão de fornecer as sacolas à base de petróleo e vão vender as reutilizáveis, por R$ 1,99, e as biodegradáveis, por R$ 0,19 cada. A regional Rio Preto da Apas realiza na quinta-feira uma palestra sobre a Campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”, que teve início em outubro do ano passado. Pelo menos 17 supermercados de Rio Preto aderiram a campanha.

A palestra será às 8h30, no Centro de Convenções da Acirp (Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto) e é voltada aos donos de supermercados, gerentes e encarregados dos caixas.

 

Meio Ambiente
A sacolinha descartável à base de petróleo leva de 100 a 300 anos para ser incorporada ao solo. Já a sacola biodegradável é feita de material renovável (amido de milho, mandioca e batata) e se desfaz em até 180 dias em usina de compostagem ou em dois anos em aterro.

Segundo o ambientalista e conselheiro estadual do Meio Ambiente Marco Aurélio da Costa, a substituição das sacolas descartáveis pelas reutilizáveis traz vários benefícios  ao meio ambiente. A sacolinha altera as características do solo porque cria mais um elemento químico por ser derivada de petróleo. Além disso, gera transtornos na fauna porque têm animais que a confundem com alimento”, disse. Ainda, segundo o ambientalista, outro prejuízo  é que as sacolas são facilmente carregadas pelas águas da chuvas e entopem os bueiros. “Isso  aumenta as chances de enchentes”.

 

Rio Preto deixará de consumir 291 mil sacolinhas por ano
Em Rio Preto, 291 mil sacolas por ano sairão de circulação, o que corresponde a mais de 1,2 mil toneladas. “É uma mudança significativa que já está envolvendo pelo menos 33 cidades da nossa região, onde estão 120 supermercados. Temos que enfrentar este problema como consumidores, empresários e, acima de tudo, cidadãos”, disse o diretor regional da APAS (Associação Paulista dos Supermercados) Renato Martins.

Na regional, que envolve 95 municípios, são pelo menos um milhão de clientes que consomem 60 milhões de sacolas por mês. A substituição das sacolas motivou a criação da lei municipal 10.574, de autoria do vereador Jorge Abdanur (PSDB) sancionada pelo prefeito Valdomiro Lopes. Mas em junho do ano passado, o Tribunal de Justiça suspendeu os efeitos em função de liminar dada ao Sindicato da Indústria de Material Plástico. A lei previa que até setembro de 2011 o uso de sacolas seria facultativo e em seguida a proibição passaria a valer.  A data definitiva fixada foi 25 de janeiro de 2012.

 

Brasil
No Brasil são consumidas por ano cerca de 11,3 bilhões de sacolas plásticas descartáveis. Só no estado de São Paulo são utilizadas
2,4 bilhões, o que significa, aproximadamente, 713 sacolas descartáveis por habitante a cada ano. Na regional de Rio Preto, que engloba 95 cidades, são quase 1,2 bilhão por ano. A maioria dessas sacolas vira lixo, e de difícil processo de decomposição, agredindo o meio ambiente.