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30/11/2011 - 17:16 - Por: Celulose Online

Consumo de livros no Brasil soma R$ 7,18 bilhões em 2011

Com mercado aquecido, surgem também as consultorias editoriais que auxiliam para este crescimento

Segundo uma pesquisa recente do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), ao final de 2011 o cidadão brasileiro terá gastado em média R$ 7,18 bilhões na compra de livros e publicações impressas. Somente o Sudeste será responsável pelo consumo de 57,9% dos livros comercializados no país. Em segundo lugar, a Região Sul aparece com um potencial de vendas de 15,28% da comercialização de livros e impressos, com consumo per capita de R$ 46,70.

De forma separatória, a região Sudeste terá gasto neste ano cerca de R$ 4,16 bilhões, enquanto no Sul será R$ 1,1 bilhão. O Nordeste aparece como terceiro maior mercado, com potencial de R$ 1,03 bilhão e consumo per capita de R$ 26,34. Seguido pelo Centro-Oeste com potencial de R$ 560 milhões e gasto médio de R$ 44,33 por habitante e Norte, com potencial de R$ 330 milhões e consumo per capita de R$ 27,43.

Para o gerente de produtos da unidade de papel da Suzano, André De Marco, o mercado de livro no Brasil está aquecido. “Para se ter uma ideia, a rede de livraria Saraiva cresceu de 2005 para 2010 cerca de 514% nas vendas de títulos voltados para o público infanto-juvenil. Dados da Abdl (Associação Brasileira de Difusão do Livro), mostram que com a ascensão das classes C e D, o setor livreiro projeta crescimento em torno de 15 a 20% para 2011”, afirma.

Neste ano, a classe B brasileira deverá gastar cerca de R$ 3,73 bilhões em livros e publicações impressas, representando 51,97% dos R$ 7,18 bilhões que deverão ser gastos com esses produtos no país. A classe C será a segunda maior consumidora de livros, sendo R$ 1,65 bilhões gastos com esse item, valor que corresponde a 22,94% do potencial de consumo.

Na classe A o gasto será de R$ 1,52 bilhão, sendo responsável por 21,15% do consumo no Brasil. Em último lugar, as classes D e E juntas consumirão R$ 280 milhões – correspondendo a 3,93% dos gastos com livros. Ainda neste ano, as editoras devem arrecadar com as classes D e E em média de R$ 280 milhões em livros, o que corresponderá a 3,93% das vendas.

“As vendas online e a popularização do acesso à internet também tem um sido um atrativo para o crescimento da venda de livros. Em 2005, 5% das vendas de livros vinha de e-commerce. Em 2009, essa fatia cresceu para 17%”, lembra o executivo da Suzano.

É neste cenário aquecido que surge a prestação de serviço das consultorias editoriais com o objetivo de incrementar a rentabilidade de editoras de grande, médio e pequeno porte. No leque de auxílio, estão em diminuir os encargos da editora, planejamento estratégico, análises de mercado, prospecção de título, desenvolvimento e gestão de projetos editoriais, entre outras tarefas.

Segundo o presidente da consultoria editorial Per Scriptum, Marcos Torrigo, a demanda deste tipo de serviço sempre existiu e hoje a procura está grande. “Literalmente fazemos uma assessoria para a editora, onde selecionamos o melhor nicho dela para desenvolvermos um serviço estratégico e atingir seu objetivo”, explica.

 

Incentivo à leitura

Com cerca de 20% da produção de papel voltada para o mercado editorial brasileiro, a Suzano conta atualmente com as linhas Pólen, Paperfect e Alta Alvura na categoria de produtos não-revestidos, além do uso de papelcartão para as capas. Com a aquisição integral da Conpacel (Consórcio Paulista de Papel e Celulose) no final de 2010, a empresa ampliou sua capacidade de produção de papel em 190 mil toneladas anuais.

“Além de oferecermos produtos para o mercado, incentivamos também a leitura. Um dos nossos principais projetos do Instituto Ecofuturo é da implantação de Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso. Atualmente contamos 85 unidades em 11 estados brasileiros, que recebem mensalmente cerca de 500 usuários cada. Juntas, as bibliotecas possuem um acervo de 138,6 mil livros e 112 computadores”, comenta De Marco.

Para Torrigo, o livro hoje chega mais fácil e com melhores preços para os leitores, o que facilita a acessibilidade. “A própria internet está contribuindo, pois instiga o leitor a buscar mais detalhes do impresso. Outro fator que contribui é as livrarias terem um ambiente mais atraente, o que chama o leitor para conhecer”, ressalta Torrigo.

Mesmo com a consultoria hoje estando em um período promissor, ainda existem muitos livros de baixa qualidade no mercado. “E isto resulta em uma queda de interesse por parte dos leitores. As editoras precisam ficar mais focadas para não perder mercado e também haver uma interação grande entre gráfico e papel, o que é muito importante”, comenta Torrigo.

“As empresas de papel e celulose junto com o governo precisam iniciar campanhas para os pequenos leitores. Criar oficinas de leitura para estimular estas crianças a ter o hábito de ler desde logo cedo. E no campo destas ações efetivas para desenvolver o hábito de leitura, o Brasil está caminhando devagar”, opina o presidente da Per Scriptum.

“A Suzano acredita que os dois modelos de leitura, tanto o livro de papel e o eletrônico, podem existir em paralelos e de maneira complementar por algum tempo. Ainda existe um espaço interessante para o crescimento do livro de papel  no Brasil”, finaliza De Marco.