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Reciclagem de Caixas de Leite


A embalagem cartonada (conhecida também por longa vida), criada na década de 1970, trouxe enormes benefícios à sociedade. Ela permite a armazenagem de alimentos por um longo período de tempo sem que os mesmos apodreçam. Benéfica do ponto de vista logístico, foi adotada em larga escala para armazenar toda sorte de alimentos e bebidas imagináveis. No entanto, tornou-se um grande problema ambiental: é um composto de papel, plástico e alumínio humanamente inseparável, o que impede sua reciclagem integral. 

O papel é facilmente extraído do composto; o problema está justamente na separação do plástico e o alumínio. Os cientistas levaram décadas para, só então em 2007, descobrirem uma solução viável para a separação desses elementos: o plasma.


 

A reciclagem por plasma – A embalagem cartonada é utilizada em larga escala no Brasil. Até 2007, das cerca de 160 mil toneladas descartadas anualmente, apenas 25% eram direcionadas para um processo de reciclagem parcial, que separava o papel dos demais elementos (plástico e alumínio).

A separação do papel se dá pela introdução das embalagens em processador à base de água chamado hidrapulper - uma espécie de liquidificador gigante - que extrai o papel da embalagem em fibras. Essas fibras são direcionadas à indústria de reciclagem de papel, que as utiliza basicamente na produção de caixas de papelão. O material remanescente, plástico e alumínio grudados, em sua grande maioria era destinado a aterros sanitários, sendo apenas uma pequena parte aproveitado por fábricas de telhas que o utilizava como matéria-prima.

Foi então que, no ano de 2007, quatro empresas consorciadas inauguraram a primeira fábrica de reciclagem completa destas embalagens, na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, utilizando a tecnologia do plasma. O consórcio era formado pelas empresas TSL, de engenharia ambiental; Alcoa, produtora de alumínio; Klabin, produtora de papel, e Tetra Pak, fabricante de embalagens cartonadas. Com investimentos da ordem de R$ 12 milhões - e sete anos de pesquisa e desenvolvimento - a capacidade de processamento da fábrica é de 8 mil toneladas de plástico e alumínio por ano, equivalente a cerca de 32 milhões de toneladas de embalagens longa vida (20% do total consumido no Brasil). leite longa vida. embalagem de longa vida. reciclagem de embalagem longa vida

No processo de separação pelo plasma, o material remanescente da separação do papel da embalagem cartonada – o composto de plástico e alumínio – é introduzido em fardos dentro do reator de plasma térmico. Induzido pelo gás argônio, o plasma é lançado por uma tocha sobre o material por alguns poucos minutos a uma temperatura média de 15.000 °C. As moléculas de plástico vão se quebrando em cadeias moleculares menores, evapora e condensa em uma outra câmara, na qual é retirada em forma de parafina, que é vendida para a indústria petroquímica. O alumínio, por sua vez, é derretido pelo plasma e recuperado em lingotes (barras). A própria indústria de alumínio recompra o material e o emprega novamente em embalagens.



Fonte: Como tudo Funciona?