publicidade
Mapa do Site Anuncie sua empresa Anucie sua oferta Cadastre-se
Sucata de Metais Ferrosos Sucata de Metais Não-Ferrosos Sucata de Plástico Sucata de Papel e Papelão Sucata de Eletrônicos Sucata em Geral
em noticias site todo
16/12/2011 - 12:51 - Por: Diário do Pará

Crise mundial afeta alumínio no Pará

A crise causou uma queda acentuada de preços das commodities minerais e mantém cambaleantes algumas das maiores economias do planeta

A crise financeira internacional, que causou uma queda acentuada de preços das commodities minerais e mantém cambaleantes algumas das maiores economias do planeta, impactou fortemente a indústria de alumínio no Pará. A Alcoa, por exemplo, gigante do setor que explora uma mina de bauxita no município de Juruti, na região oeste do Estado, amargou no ano passado um prejuízo de quase R$ 300 milhões (R$ 296,3 milhões exatamente), dos quais a maior parte decorrente de sua operação em território paraense.

A informação foi dada nesta quarta-feira (14), em Belém, pelo presidente da Alcoa para a América Latina e Caribe, Franklin Feder. Na sequência de uma série de contatos protocolares, que incluíram uma audiência no dia anterior com o governador Simão Jatene, o dirigente da Alcoa fez ontem uma visita de cortesia à direção do Grupo RBA, onde foi recebido pelo seu diretor geral, Camilo Centeno, pelo presidente do DIÁRIO, Jader Barbalho Filho, além do gerente comercial do jornal, Nilton Lobato.

Na companhia de Franklin Feder, por ocasião da visita, estavam o vice-presidente de produtos primários da empresa, Nilson Souza, a gerente de relações governamentais no Pará, Ana Celeste Franco, e a consultora de comunicação corporativa Eliane Uchoa, além da jornalista Cleide Pinheiro, presidente da Temple Comunicação.

Empresa de origem norte-americana fundada há 120 anos, a Alcoa é a maior produtora de alumínio do mundo. Ela hoje está presente em 44 países, incluindo o Brasil, onde está há 25 anos. Em território brasileiro, mantém sete unidades, sendo duas delas ligadas à mineração – uma em Juruti a outra em Poços de Caldas, Minas Gerais.

 

Mercado em baixa

Durante a visita, Franklin Feder observou que a crise mundial atingiu mais fortemente o mercado de alumínio no segundo semestre deste ano. Nos primeiros meses de 2011, conforme frisou, o preço do alumínio esteve na faixa de 2.500 a 2.600 dólares por tonelada. Agora em dezembro, caiu abaixo de 2.000 dólares e, ontem, estava em torno de US$ 1.950. Quando cai o preço, explicou o presidente da Alcoa, o impacto se dá em toda a cadeia, afetando da mesma forma a bauxita e a alumina.

Acrescentou que, atualmente, a Alcoa contabiliza um prejuízo mensal da ordem de R$ 20 milhões somente na sua planta industrial de Juruti. Numa conta mais simples, a empresa está perdendo 200 dólares por cada tonelada produzida de bauxita. Apesar desse cenário de dificuldades, porém, Franklin Feder se diz confiante em relação ao desempenho da economia brasileira no próximo ano. O mesmo otimismo ele já não demonstra quando fala do cenário internacional. “Para nós, a situação no mundo em 2012 continua sendo de incerteza, com um panorama mais para negativo do que para positivo.

Acrescentou que, além do desabamento dos preços no mercado internacional, a indústria do alumínio no Brasil vem sendo ainda mais duramente penalizada pelo alto custo da energia elétrica. “A energia brasileira tem o custo mais alto do mundo”, disse ele, acentuando que isso se deve, entre outros fatores, principalmente à alta carga de impostos.

O presidente da Alcoa informou que a empresa já investiu, até hoje, mais de US$ 150 milhões em projetos sociais e ambientais na região de Juruti, sendo parte desses recursos relativa às condicionantes embutidas no licenciamento do projeto. Atualmente, apesar de todas as dificuldades, diz o executivo, a Alcoa continua investindo na área socioambiental entre US$ 30 milhões e US$ 50 milhões. Ele garantiu também que a empresa projeta, para um cenário de médio prazo, novos investimentos na mina para expansão do volume.

Quando iniciou suas operações no Pará, em outubro de 2009, a Alcoa produzia 2,6 milhões de toneladas. Hoje, sua produção já é de 4 milhões de toneladas/ano, mas esse volume ainda é considerado insuficiente. “Juruti precisa de uma expansão, por questões econômico-financeiras e também porque lá já existe infraestrutura para absorver um volume maior”, finalizou.