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17/01/2012 - 16:31 - Por: online.wsj.com

Cobre muda de papel como indicador da economia global

O cobre e o mercado acionário americano estão exibindo visões opostas sobre a economia global

Os dois mercados vinham se movendo em paralelo desde a crise financeira, à medida que os investidores entravam ou saiam de ativos sensíveis ao crescimento com base nos indicadores mais recentes sobre a saúde da economia global.
Isso mudou recentemente, com a correlação entre o índice Standard & Poors 500, que acompanha as ações de grandes empresas, e os preços do cobre se aproximando do nível mais fraco em três anos. O fato sinaliza algo que, segundo investidores, poderia ser o fim do período mais longo já registrado de paralelismo entre os dois tipos de transações.

O que veio a separá-los agora é a convicção crescente de que, embora os destinos das maiores economias mundiais estivessem atrelados durante a fase de crise, suas trajetórias de crescimento provavelmente vão divergir logo que o sistema financeiro conseguir uma base estável.

O cobre, usado em produtos que vão desde iPads até geladeiras, há muito é chamado de "Dr. Cobre" por causa de sua capacidade de refletir rapidamente as mudanças na economia.

Mas aqueles que compram e vendem basicamente ações de empresas americanas devem ter cautela ao confiar nesse "doutor" para receber dicas de investimento, dizem analistas.

Enquanto o consumo de cobre na China e em outras economias emergentes aumentou muito na última década, seu vínculo com o desempenho da economia americana vem se enfraquecendo.

Desde o início do ano, o aumento nos preços do cobre superou o das ações americanas. Isso se deve, em grande parte, a dados mostrando que a China importou uma quantidade surpreendentemente grande de cobre em dezembro, enquanto alguns indicadores dos Estados Unidos, como as vendas no varejo da época natalina, acabaram decepcionando.

O índice S&P 500 aumentou 2,5% desde o início do ano e na sexta-feira caiu 0,5%. O cobre aumentou 6% este ano até agora, embora na sexta-feira tenha caído 0,3%, para US$ 3,637 a libra.

Em 2011, o S&P 500 terminou quase sem alterações, enquanto os futuros de cobre despencaram 23%, à medida que os indicadores econômicos dos EUA continuavam a melhorar, apesar de a China ter tomado medidas significativas para controlar os empréstimos, o que limitou a demanda por metais de uso industrial.

"O cobre continua sendo um ótimo indicador da economia chinesa, mas talvez não tão importante quanto já foi em relação aos EUA e a Europa", disse Adrian Day, presidente da Adrian Day Asset Management.

Uma correlação muito citada entre a S&P 500 e os futuros de cobre negociados em Nova York, que mede o paralelismo entre os dois tipos de ativos nos últimos 200 dias de pregão, normalmente tem se mantido acima de 0,8 desde outubro de 2008 – uma correlação alta o suficiente para mostrar que os dois ativos, vistos de uma perspectiva de longo prazo, marchavam no mesmo ritmo.

Esse indicador começou a cair no fim de outubro, e na sexta-feira estava em 0,58, numa escala em que "1" representa movimentos idênticos no mesmo sentido, "menos 1" se refere a transações em sentidos opostos e "0" indica que não há relação.

"De fato não temos constatado que o cobre seja um indicador especialmente confiável nos últimos tempos" para as mudanças na economia americana, disse John Workman, chefe de estratégias de investimento na Convergent Wealth Advisors. Workman disse que sua firma tem uma visão de otimismo cauteloso acerca das ações, favorecendo as de empresas americanas e de mercados emergentes.

Sem dúvida, com a possibilidade de um período de turbulência prolongada e intensa na zona do euro ainda pairando sobre os mercados mundiais, o cobre e as bolsas podem se alinhar novamente, caso os investidores comecem a comprar e vender todo tipo de ativos sensíveis ao crescimento.

Mas exceto no caso de uma crise global, os analistas dizem que o cobre e as ações provavelmente vão subir e descer conforme seus próprios méritos.

Para os operadores de cobre, o foco é saber se a China vai manter suas metas de crescimento e puxar uma recuperação no mercado do cobre. Adrien Day disse que está apostando que Pequim conseguirá passar por esta fase de turbulência econômica, e está investindo em mineradoras de cobre para ganhar exposição ao metal.

Enquanto isso, as empresas americanas enfrentam ventos contrários devido ao impasse entre os dois partidos do país neste ano de eleições presidenciais, e aos mercados de trabalho e habitação ainda em dificuldades.

"Em conclusão, trata-se de mercados diferentes", disse Bart Melek, chefe de estratégia de commodities na TD Securities.