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Indices da Reciclagem no Brasil

As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração.

A reciclagem é o termo geralmente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto.

Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, o metal e o plástico. O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. O conceito de reciclagem é diferente do de reutilização.


Embora a reciclagem apresente muitas vantagens, a decisão de reciclar um determinado resíduo deve ser precedida de um estudo de viabilidade econômica, que deve considerar os seguintes aspectos principais:


• Proximidade do local de geração em relação ao de recuperação do resíduo;

• Volume de resíduo gerado disponível para a reciclagem;

• Custo das etapas de preparo do resíduo antes do processamento, incluindo a coleta, transporte, separação, lavagem e armazenamento;

• Existência de demanda para o produto resultante da reciclagem;

• Existência de tecnologia (processo) para transformação do resíduo;

• Custo do processamento e transformação do resíduo em um novo produto, sem prejuízo de suas características e aplicabilidade.


Desenvolvimento


O planeta atingiu este ano a marca de seis bilhões de pessoas. Esse enorme contingente humano terá que procurar sobrevivência em um mundo que a deterioração do meio ambiente é um fato presente. A degradação da condição humana é constatada, sobretudo, nas grandes cidades.


A administração do lixo já é hoje uma das grandes preocupações na organização urbana. As instituições e entidades ambientalistas têm divulgado números astronômicos sobre o assunto. De acordo com os dados mais freqüentemente, só nos Estados Unidos, cada pessoa gera dois quilos de lixo por dia, alcançando um total anual de 190 trilhões de quilos. No Brasil, cada pessoa gera, em média, um quilo de lixo por dia, anualmente são produzidos 55 trilhões de quilos.


Para Heliana Katia Campos, secretária-executiva do Fórum Nacional Lixo e Cidadania, da Unicef não está sendo dada à devida importância às questões relativas ao saneamento ambiental, em especial à coleta e destinação adequada dos resíduos. Ela alerta para o fato de que o descarte aleatório dos resíduos em nascentes, córregos, margens de rios e estradas, além de provocar problemas ambientais graves e poluir as águas, que muitas vezes são captadas para consumo, atrai para estes locais um exército de desempregados e famintos, que sobrevivem à custa da cata de resíduos para a sua alimentação e para comercialização.


A reciclagem no Brasil é fortemente sustentada pelos garimpeiros do lixo (catação informal). Os programas criados pelo poder púbico, muitas vezes em parecia com os catadores, também têm se difundido.

Índices Médios de Reciclagem no Brasil (%)

Alumínio.................................70%
Vidro..................................... 35%
Papel...................................... 32%
Aço........................................ 18%
Plástico...................................12%


São basicamente dois os modelos de programas de reciclagem implantados em municípios brasileiros: coleta seletiva de lixo e usinas de reciclagem. Há muitos exemplos de cidades em que a reciclagem já atingiu um estágio avançado, com resultados importantes. Curitiba (PR), atualmente, 20% de todo os resíduos produzidos - cerca de 450 toneladas por dia - são reciclados na cidade, com o programa "Lixo que não é lixo", implantado há 10 anos, representa com louvor essas experiências bem sucedidas. Mas, de acordo com o levantamento da Unicef sobre a destinação final do lixo no Brasil, constata-se uma precária situação na maioria dos municípios: 88% deles não possuem conselho de meio ambiente, tido como principal instrumento de controle dos problemas ambientais. Apenas 34% das cidades têm um órgão ambiental especifico, em 25% são outras instâncias que respondem pela área ambiental e em 41% não há qualquer órgão responsável pela gestão ambiental.


Os resultados da reciclagem são expressivos tanto no campo ambiental, como nos campos econômico e social.

No meio-ambiente a reciclagem pode reduzir a acumulação progressiva de resíduos a produção de novos materiais, como por exemplo o papel, que exigiria o corte de mais árvores; as emissões de gases como metano e gás carbônico; as agressões ao solo, ar e água; entre outros tantos fatores negativos.No aspecto econômico a reciclagem contribui para o uso mais racional dos recursos naturais e a reposição daqueles recursos que são passíveis de re-aproveitamento.


No âmbito social, a reciclagem não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, através das melhorias ambientais, como também tem gerado muitos postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres.


MERCADO DE RECICLÁVEIS

PAPEL E AFINS
Papelão (aparas).................................................................................................. 120,00
Jornal...................................................................................................................... 60,00
Apara branca de 1a.............................................................................................. 400,00
Apara branca de 2a.............................................................................................. 300,00
Misto...................................................................................................................... 50,00
Embalagem longa vida (tetra brik)......................................................................... 60,00

VIDRO
Incolor ou Colorido................................................................................................ 65,00
Misto...................................................................................................................... 60,00

ALUMÍNIO
Latinha ................................................................................................................ 720,00

PLÁSTICOS
POLIETILENO, POLIESTIRENO, POLIPROPILENO
Granulado preto................................................................................................... 800,00
Plástico filme granulado....................................................................................... 900,00
Plástico filme prensado........................................................................................ 200,00
Frasco (sem tampa)............................................................................................. 200,00
PET
Incolor (prensado)................................................................................................ 250,00
Verde (prensado)................................................................................................. 200,00

METAIS FERROSOS
Lata de flandres (aço)............................................................................................ 40,00
Sucata ferrosa (densa)........................................................................................... 60,00

Preço médio pago pelas indústrias (R$/tonelada)


Tipos de reciclagem


Reciclagem de aço Reciclagem de alumínio Reciclagem de baterias Reciclagem de computadores Reciclagem de embalagens longa vida Reciclagem de entulho Reciclagem de madeira Reciclagem de metal Reciclagem de papel Reciclagem de plástico e embalagens Reciclagem de vidro

Tipos de lixo

- Doméstico (alimentos)
- Industrial (carvão mineral, lixo químico, fumaças)
- Agrícola (esterco, fertilizantes)
- Hospitalar
- Materiais Radioativos ( indústria medicina...)
- Tecnológico (TV, rádios)

O lixo doméstico pode ser manejado pelo princípio dos três R's, ou seja: reduzir, reutilizar e reciclar. Sendo:

- Reduzir o desperdício;

- Reutilizar sempre que for possível antes de jogar fora;

- Reciclar, ou melhor: separar para a reciclagem.

O primeiro passo é separar o lixo da seguinte forma:

- Lixo seco (limpo): papel, papelão, vidros, plásticos, latas, embalagens longa vida;

- Lixo orgânico: restos de alimentos, cascas de frutas e legumes, folhas, grama, palhas, papéis molhados ou engordurados;

- Rejeitos: papel higiênico, lenços de papel, curativos, fraldas descartáveis, absorventes, preservativos, pilhas (em separado);

- As baterias de celular e de filmadoras deverão ser devolvidas aos fabricantes.


Em torno de 88% do lixo doméstico vai para o aterro sanitário, sendo que este lixo é altamente prejudicial à saúde devido à fermentação que produz dois produtos: o chorume e o gás metano. Mesmo com os investimentos em reciclagem apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado.


O lixo industrial é originado nas atividades dos diversos ramos da indústria, tais como, metalúrgica, química, petroquímica, papeleira, alimentícia, etc. O lixo industrial é bastante variado, podendo ser representado por cinzas, lodos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros, cerâmicas, etc. Nesta categoria, inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico.

 

Segundo o CEMPRE - Compromisso Empresarial para a Reciclagem, as formas de reciclagem mais utilizadas, com os materiais derivados da indústria automobilística são a reciclagem energética, química, mecânica de materiais.


A reciclagem energética tem estreita relação com a incineração de resíduos. Ela é feita a partir de uma instalação de combustão de resíduos, mas difere da usina de incineração porque gera um produto, a energia (eletricidade e calefação), que pode ser vendido ou reutilizado para abastecer processos.


Esse tipo de reciclagem tem como grande desvantagem a emissão de poluentes na atmosfera, que pode ser minimizada através de uma preocupação prévia com o tratamento desse resíduo. Um exemplo desse processo é a reciclagem de pneus.


A reciclagem química visa recuperar compostos químicos, que deram origem aos materiais plásticos ou seus compósitos. Isso é possível com a quebra parcial ou total das moléculas dos resíduos plásticos, selecionados e limpos, através de reações químicas. Os materiais obtidos exigem tratamento dispendioso na purificação final. No Brasil, a reciclagem química é feita para o poli (metacrilato de metila), PET, em pára-choques de automóveis (PPE, PA, PC, ABS) em freios e em tanques de combustível (PE). O objetivo dessa recuperação dos compostos e substâncias químicas é reutilizá-los como matéria prima secundária na produção de novos plásticos.


A reciclagem mecânica consiste na redução de tamanho e reprocessamento dos materiais transformando-os em matéria prima secundária. Esse tipo de reciclagem fecha o ciclo de reciclagem de um produto, onde ele pode voltar a ser utilizado como matéria prima para gerar o mesmo produto que fora, ou um novo produto, continuando a contribuir com a indústria.


O lixo agrícola são resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita, etc. Em várias regiões do mundo, estes resíduos já constituem uma preocupação crescente, destacando-se as enormes quantidades de esterco animal geradas nas fazendas de pecuária intensiva. Também as embalagens de agro-químicos diversos, em geral altamente tóxicos, têm sido alvas de legislação específica, definindo os cuidados na sua destinação final e, por vezes, co-responsabilizando a própria indústria fabricante destes produtos. Menos de 3% do lixo vai para as usinas de compostagem (adubo).


O lixo séptico ou hospitalar deve ir para valas sépticas ou ser incinerado (a incineração é diferente da queima, pois é feita em máquinas especiais e não simplesmente pelo fogo). Entretanto, em muitas cidades, o lixo hospitalar é depositado em aterros sanitários ou mesmo lixões. Isto quando a coleta é irregular ou inexistente. Além disso, muitos resíduos infectantes vão para aterros sanitários através da coleta domiciliar, já que muitas pessoas são tratadas de enfermidades nas suas próprias residências. O lixo tóxico deve ir para aterros especiais ou centros de triagem específicos para que os resíduos possam ser reciclados ou reutilizados.

Reciclagem Radioativa - O urânio usado no reator das usinas pode ser reciclado com algumas tecnologias. A mais usada é a que o mistura com ácido nítrico, numa reação que fornece três produtos: urânio mesmo, plutônio e um material altamente radioativo.


Apenas 1% do produto da reação é o isótopo de urânio pronto para ser reaproveitado. Outros 95% ainda precisam ser enriquecidos para ser reutilizados. O urânio reciclado é mais caro que o natural, mas é mais ecológico e reduz o volume de lixo produzido.


Cerca de 3% do produto da reciclagem é um rejeito inútil e altamente radioativo. Esse lixo é solidificado em uma mistura com vidro especial e colocado em cilindros de aço para armazenagem em depósitos geológicos especiais.

O plutônio obtido na reciclagem pode ser misturado com urânio para formar o MOX, um outro tipo de combustível nuclear que pode ser usado nas mesmas usinas movidas a urânio. Mas esse material é bastante perigoso, porque, se cair em mãos erradas, o plutônio pode ser extraído para a fabricação de bombas nucleares.


Só há três unidades capazes de reciclar combustível radioativo no mundo, que, após a reciclagem, devolvem ao país de origem a parte boa e o lixo; uma delas é a The Hague e Marcoule na França. Por motivo de segurança, o transporte é feito em navios parecidos com petroleiros, com forte esquema de segurança.


O setor de reciclagem de Resíduos de Aparelhos Elétricos e Eletrônicos, ou simplesmente RAEE, é um nicho do mercado cheio de potencial e que já começou a ser ocupado. O ramo ganha espaço na medida em que aumenta o consumo de eletroeletrônicos em geral.


Desmontar, triturar e transformar diversos equipamentos é o que as empresas de remanufatura fazem, e ao mesmo tempo evitam a contaminação do ambiente por materiais tóxicos. São empresas especializadas na separação e reaproveitamento de materiais usados em celulares, computadores, reatores e lâmpadas fluorescentes.


CURIOSIDADES


A reciclagem de uma única lata de alumínio economiza energia suficiente para manter uma TV ligada por 3 horas.Mais de 160 mil pessoas vivem no Brasil exclusivamente de coletar latas de alumínio e recebem em média dois salários mínimos por mês, segundo a Associação Brasileira de Alumínio. O lacre da latinha não vale mais e não deve ser vendido separadamente. As empresas reciclam a lata com ou sem o lacre. Isso porque o anel é pequeno e pode se perder durante o transporte.Para produzir uma tonelada de papel é preciso 100 mil litros de água e cinco mil kW de energia. Para produzir a mesma quantidade de papel reciclado, são usados apenas 2 mil litros de água e 50% da energia. Cada 100 toneladas de plástico economizam 1 tonelada de petróleo. O vidro pode ser infinitamente reciclado.A reciclagem de uma pilha de 91 cm de jornais pode salvar uma árvore.Garrafas de vidro recicladas podem ser transformadas em estradas, azulejos ou até mesmo em pranchas de surfe.30% da comida vão para o lixo


Linhas de Crédito do BNDES apóiam cooperativas de reciclagem


Em outubro de 2006, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o lançamento de linhas de financiamento para projetos de cooperativas de catadores destinados a investimentos em infra-estrutura física, aquisição de máquinas, equipamentos, móveis e utensílios e assistência técnica e capacitação dos cooperados em todo o país. Desde então, outras linhas foram abertas, abrangendo dezenas de cooperativas.

Realizaram dois ciclos de apoio ao segmento, com 57 projetos enquadrados. Já foram aprovados projetos que alcançaram R$ 30,6 milhões, com a liberação de mais de R$ 14 milhões da seguinte forma: em 2007, R$ 242,4 mil; em 2008, R$ 8.752,0 mil; em 2009, R$ 5.357,4 mil; e em janeiro de 2010, cerca de R$ 500 mil.

O objetivo principal é a inclusão de trabalhadores da cadeia produtiva da reciclagem por meio do atendimento às necessidades de financiamento de suas cooperativas, utilizando instrumentos de crédito e fomento característicos de um banco de desenvolvimento. Foram aprovados projetos de 46 cooperativas. Sua distribuição abrange 40 municípios de sete estados - Sergipe, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – e o Distrito Federal, sendo a maior concentração em São Paulo e na Bahia. Estima-se que sejam beneficiados cerca de 3,2 mil catadores.

Os recursos destinam-se à aquisição de equipamentos (prensas, esteiras e mesas de catação, balanças, carrinhos e caminhões), reforma e construção de galpões, capacitação e assistência técnica, organização de espaço administrativo e seus implementos, tudo para que as cooperativas possam trabalhar na reciclagem de forma segura e ágil.

O acompanhamento das operações revela que o apoio do BNDES elevou a estruturação das cooperativas, com a inclusão social dos catadores. Além disso, proporcionou condições de sustentabilidade financeira e operacional durante a crise que alcançou o segmento no último ano.


Projeto prevê IPI zero para empresas de reciclagem


A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) aprovaram, na terça-feira (23/03/2010), projeto que sugere reduzir a zero a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para empresas que realizam atividades de reciclagem.

Pelo texto (PLS 510/09), da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), o benefício deve incidir sobre os resíduos recicláveis e, ainda, sobre os bens elaborados por empresas recicladoras quando esse tipo de insumo representar até 70% do custo total das matérias-primas empregadas. Conforme a senadora, os incentivos à reciclagem podem contribuir para a redução do acúmulo de materiais em lixões e, de forma igualmente positiva, para a queda da demanda por recursos naturais e energéticos. "Um efeito adicional é de caráter social: a geração de oportunidades de ocupação e emprego", ela destacou na justificação.


No entanto, o incentivo só é válido para as empresas que adquirem os insumos diretamente de cooperativas de catadores com associados individuais (pessoa física) e não de empresas que se dedicam à atividade de coleta e seleção de resíduos.


Ao vedar a participação de empresas jurídicas no benefício, a legislação exclui até mesmo as pequenas empresas e compromete o desenvolvimento da reciclagem no país, como observou Casagrande.

A proposta ainda será submetida à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde receberá decisão terminativa.


Exemplos de empresas que utilizam o processo de reciclagem

Entre os países que mais reciclam estão os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a Holanda. Os EUA, por exemplo, conseguem reaproveitar pouco mais da metade do que vai parar nas lixeiras. Na Europa Ocidental, virou rotina nos supermercados cobrar uma taxa para fornecer sacolas plásticas. Os clientes levam as suas de casa. Também na Europa, o bom e velho casco (de vidro ou de plástico) vale desconto na compra de refrigerantes e água mineral.

Para a redução do lixo industrial, a União Européia está financiando projetos em que uma indústria transforma em insumo o lixo de outras fábricas. Até a fuligem das chaminés de algumas é aproveitada para a produção de tijolos e estruturas metálicas.

Desde julho de 1997, já está em funcionamento, na Alemanha, uma usina que processa 140.000 toneladas de lixo por ano e produz, concomitantemente, combustível, a partir da biomassa.

Trata-se da Tecnologia de Reprocessamento de Combustível que, além da Alemanha e Itália (Veneza), já em pleno funcionamento, tem outras usinas sendo construídas também na Bélgica e na própria Alemanha, que deverão estar operando a partir de 2005.


No Brasil temos empresas como a Suvinil, a Gerdau, a Coca-cola, a Ambev entre outras que já aderem à reciclagem em seus processos.

A Suvinil é uma das empresas que utilizam materiais reciclados em seu processo de fabricação; um dos fornecedores é a recicladora Clean Pet. O gerente Marcelo Fonseca acredita que a isenção (a alíquota do IPI é de 15%) pode estimular pequenas fabricantes a optarem pelo reciclado - que exige investimento em tecnologia para a purificação, em vez do material virgem.


O Grupo Abril situado em São Paulo - NEA, Abril Educação, Gráfica e Treelog - passaram por uma imperceptível mudança. As folhas de sulfite A4 utilizadas nas impressoras e copiadoras, tradicionalmente produzidas 100% a partir das árvores de eucalipto, foram substituídas por um modelo de 70% de bagaço de cana-de-açúcar e 30% de eucaliptos. "O custo e a qualidade são os mesmos do papel tradicional, mas há um ganho ambiental muito grande. Vamos deixar de derrubar 540 árvores por ano", afirma Max Lichtenecker, gerente de Compras Não Industriais.


No Brasil a reciclagem do ferro e do aço é bem difundida. A Gerdau, por exemplo, utiliza a sucata como principal insumo em suas atividades no nível de 75%. A CSN também se utiliza da sucata de automóveis na sua linha de produção, porque um automóvel contém aproximadamente 450 kg de chapas de aço alem disso, dos rejeitos da produção, 24,39% reciclados internamente e 0,15% reciclados externamente. A Belgo Mineira (ArcelorMittal) consome, hoje, cerca de 120 mil toneladas por mês de sucata, metade proveniente de geladeiras e eletrodomésticos e a outra proveniente da indústria automobilística, mecânica e naval.


A Ambev além de controlar as matérias-primas utilizadas na produção, procura constantemente reduzir a geração de resíduos sólidos em seus processos, assim como promover a recuperação, o reuso, a reciclagem e a compostagem.

Em 2008, a porcentagem de resíduos industriais reciclados foi de 98,2%, que foram comercializados e não só aumentaram a receita da Companhia como geraram renda para outra cadeia produtiva, a receita proveniente da venda de subprodutos foi de R$ 72,6 milhões.

Com o objetivo de estimular o reaproveitamento de resíduos sólidos, a Companhia mantém o programa Reciclagem Solidária, em parceria com a ONG Recicloteca – mantida pela Ambev – e com a Cempre. As 16 cooperativas participantes coletaram, entre setembro de 2007 e setembro de 2008, mais de 2,5 mil toneladas de materiais recicláveis, como PET, alumínio, papelão, plástico e vidro.


Wal-Mart Brasil e Coca-Cola Brasil uniram-se para criar novo modelo de coleta e reciclagem de resíduos. Com investimento de R$ 3 milhões em três anos, Programa Estação de Reciclagem inaugura a união da indústria com o varejo num sistema de apoio a 50 cooperativas de catadores para reciclagem de resíduos.


A Bahia em ritmo de reciclagem


Lançado em março de 2003 o programa Reciclar para Crescer, do governo da Bahia, coordenado pela Secretaria de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (Secomp), promove ações para preservar o meio ambiente e gerar empregos e renda. Isso ocorre a partir de alianças com cooperativas, associações e ONGS envolvidas no processo de reciclagem de resíduos sólidos (PET, entulhos, material orgânico e pneus), prefeituras, empresas e instituições financeiras.


Seis cooperativas - com a participação direta de 50 pessoas - estão reciclando embalagens PET na região de Salvador, com apoio da Secomp que também dá orientação sobre como gerir o novo negócio. As garrafas PET são obtidas por meio de doações ou coleta em condomínios e restaurantes. Os passos seguintes são a separação, o enfardamento - com o uso de balanças, prensas e trituradores adquiridos com verbas do Fundo Nacional contra a Pobreza - e a comercialização. A Bahia PET, que tem uma unidade industrial em Salvador, compra, a preço de mercado, as mil toneladas recolhidas a cada mês.

O programa busca formar cooperativas em toda a Bahia e viabilizar a compra do material reciclado. "Em setembro, por exemplo, faremos uma campanha de sensibilização e seminários para estimular a formação de um novo consórcio em Porto Seguro. Outro avanço é que a Universidade Federal da Bahia dará consultoria às cooperativas para mantê-las centradas no desenvolvimento sustentável", destaca Angelina Araújo, coordenadora do programa Reciclar para Crescer. A iniciativa prevê que, até o primeiro semestre de 2004, serão implantados mais dois projetos no centro de Salvador: uma usina-piloto de reciclagem de entulho, com a produção de materiais de construção para moradias populares, e uma unidade de compostagem, que irá gerar adubo de qualidade a custo competitivo.


Vitória da Conquista e a reciclagem


Em Vitória da Conquista está em funcionamento desde 2005 o projeto - Recicla Conquista. O Recicla foi criado com apoio da Prefeitura e da Funasa, junto com a Petrobrás e uma ONG chamada Pangéia. As pessoas trabalhavam individualmente no antigo lixão da cidade. Quando o lixão se transformou em aterro sanitário viu-se então a necessidade de criar uma cooperativa.

O presidente da cooperativa Adenilton Silva disse em entrevista que a qualidade de vida dos coletadores melhorou, "Antes a gente era marginalizado da sociedade; hoje estamos incluídos na sociedade, somos cidadãos de bem, mas antigamente éramos discriminados." Hoje a cooperativa conta com cerca de 86 cooperados.


Somente o recicla conquista, coleta por mês 90 toneladas de materiais recicláveis, sendo que esta quantidade leva em conta apenas o recicla conquista e não dados percentuais sobre outras formas de reciclagem.

O recicla conquista conta com um galpão e dois caminhões para funcionamento e em breve ganhará mais um galpão o que incluirá mais 150 pessoas na cooperativa.

A coleta é feita diariamente de porta em porta nos bairros Candeias, Recreio e Brasil. Existem algumas caixas espalhadas por alguns pontos da cidade onde a população também pode deixar este material. A prefeitura da cidade continua investindo e apoiando o projeto que desde que foi fundado gerou emprego e renda, alem de esta contribuindo para a melhora do meio ambiente.


Conclusão


A reciclagem é um processo fundamental, como podemos observar ela ajuda a manter o equilíbrio ecológico da natureza, uma vez que os rejeitos sólidos têm longos tempos de decomposição.

A reciclagem de materiais, de uma maneira ou de outra, já se desenvolvia, a muito tempo, de uma forma inconsciente, pois quando pegávamos uma latinha usada para guardar moedas, sem saber já estávamos reaproveitando um material que seria jogado fora.

Com o avanço da tecnologia e a melhoria das condições de vida das populações, o consequente aumento do consumo de produtos industrializados acarretou um outro aspecto de grande preocupação: de um lado a quantidade crescente de lixo, e de outro o meio ambiente aguardando a deposição deste lixo.


Isto resultou numa nova mentalidade de todo o mundo sobre como devemos tratar o lixo. A reciclagem inconsciente aos poucos vem se tornando consciente, racionalizada e inteligente. Não se pode mais pensar em desperdício, pois tudo é realmente reaproveitável. Esta reciclagem consciente trabalha de mãos dadas com a preservação do meio ambiente.


À medida que reutilizamos os materiais estamos trabalhando para um futuro melhor, pois com a economia de recursos energéticos e a preservação das florestas, estamos reciclando não somente materiais, mas reciclando a vida.



Fonte: Administradores