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18/06/2010 - 11:44 - Por: Hoje em Dia

Votorantim assina acordo de R$ 3,2 bi para mina de ferro

"A expectativa deles é que este processo seja concluído dentro de dois anos."

O novo polo de mineração que o Governo de Minas tenta implantar no Norte de Minas já conta coma possibilidade de um segundo grande investimento. A Sul Americana Metais (SAM) assinou ontem um protocolo de intenções para aplicar R$ 3,2 bilhões em um projeto integrado de mineração que inclui mina, planta de beneficiamento e mineroduto, no município de Grão Mogol. O cronograma prevê iniciar produção de 25 milhões t/ano de minério em pellet feed a partir de 2014, com beneficiamento local e escoamento via porto no litoral da Bahia.

A SAM é formada pela associação entre a Votorantim Novos Negócios (VMM), empresa de venture capital do grupo Votorantim, e as chinesas Honbridge Holdings e Xinwen Minning Group. Durante a implantação do projeto, a SAM estima a geração de 5 mil empregos diretos. Para viabilizar o investimento, porém, a região depende da implantação de logística e infraestrutura.

Os investidores ainda estão na fase de elaboração do projeto executivo e de obtenção das licenças ambientais. A expectativa deles é que este processo seja concluído dentro de dois anos. Neste período, conforme o diretor executivo da VMM, Haroldo Fleischfresser, tudo pode mudar.

O grande desafio, de acordo com Fleischfresser, será viabilizar financeiramente o projeto de lavra em uma região que possui reservas de minério com baixo teor de ferro contido, em torno de 20%. “Este processo exige uma tecnologia ainda não existente no Brasil. Ninguém no país lavra no teor que nós pretendemos”, salientou.

 

Detalhamento dos investimentos

 

Do total a ser investido, a SAM planejou R$ 680 milhões na implantação da mina. Para a usina de concentração, serão destinados R$ 1,7 bilhão. Esta unidade terá capacidade de 25 milhões t/ano de pellet feed (pelotas). A partir da concentração o teor de ferro poderá ser ampliado para 65%.

O projeto da SAM contempla a instalação de um mineroduto, ao custo de R$ 816 milhões, para o transporte da mina até o município de Ilhéus. A extensão deste duto ainda não foi dimensionada. “Entendemos que o projeto é muito ambicioso e acreditamos que poderá dar um grande impulso no desenvolvimento da região”, afirma o diretor executivo.

 

Mais R$ 3,6 bilhões da Bahia Minas

 

Em abril, outro protocolo foi assinado com a Mineração Minas Bahia (Miba), para o desenvolvimento de uma lavra na mesma região, com capacidade para 25 milhões t/ano de minério concentrado. O investimento foi estimado em R$ 3,6 bilhões nos próximos cinco anos. As perspectivas são de uma geração de 15 mil empregos, sendo 7 mil diretos.

As jazidas estão localizadas entre os municípios de Grão Mogol e Rio Pardo de Minas. A Miba chegou a informar que já realizou 13 km de sondagem, pela qual foi identificado uma reserva de 1,5 bilhão t de minério, com um teor médio de 37%. A Miba pretende iniciar até 2014. A exemplo da SAM, pretende e utilizar sistema mineroduto para escoar a produção.

 

Reserva estimada em 12 bilhões t

 

A nova fronteira mineral possui, de acordo com informações reiteradas pelo Indi (Governo de Minas) reserva estimada em 12 bilhões t de minério de ferro. Essa província abrange 20 municípios no norte do estado incluindo, Salinas, Rio Pardo de Minas, Grão Mogol, Porteirinha e Nova Aurora. “É uma região que poderá se consolidar como um novo Quadrilátero Ferrífero”, comparou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso. O secretário disse que o Governo de Minas pretende apoiar projetos de infraestrutura e de planejamento logístico, além de atrair investimentos internacionais de setores de tecnologia e equipamentos. Para o escoamento da produção, nos volumes anunciados, de até 50 milhões t/ano, ele defende a participação do Governo federal no projeto de um ramal ferroviário ligando a região a um porto, ao Norte de Ilhéus. “A instalação da ferrovia depende da obtenção de uma concessão do Governo federal e é nisso que pretendemos ajudar a empresa a conseguir”, afirmou.

Além do Norte de Minas, o Alto Paraopeba é outro polo que se destaca, com atração de R$ 22 bilhões de cinco das maiores siderúrgicas e mineradoras do país.