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16/06/2010 - 14:12 - Por: Infomoney

Vale volta a rebater críticas sobre os impactos do minério de ferro na alta da inflação

'' chairman da principal mineradora do Brasil voltou a contestar esses números''


"Na minha opinião, esse índice está fortemente distorcido por uma metodologia que talvez não reflita o atual ambiente econômico brasileiro". Com esta afirmação, o presidente da Vale (VALE3, VALE5), Roger Agnelli, deixa nítida sua discordância em relação ao indicador calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), associando a alta do preço do minério de ferro ao aumento no IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado).

Segundo a prévia divulgada pela FGV na última sexta-feira (11), esse índice de preços apontou variação positiva de 2,21%, forte alta em relação ao 0,47% de inflação alcançado no mesmo período de maio. Após Agnelli ter afirmado no mesmo dia que esse resultado nada  tinha a ver com os preços de sua principal commodity produzida, a FGV veio a público na última segunda-feira (14) para enfatizar que o avanço nos preços tem total influência do minério de ferro.

Contudo, o chairman da principal mineradora do Brasil voltou a contestar esses números, utilizando o aspecto metodológico do índice para defender sua posição. Em comunicado emitido ao mercado, Agnelli ressaltou que a metodologia de cálculo do IGP-M considera que todo o minério de ferro produzido no Brasil é vendido no País, quando, na verdade, 90% do produto é exportado, ficando apenas 10% da matéria-prima no mercado doméstico.

O presidente da Vale ainda citou o estudo publicado em março por João Victor Issler, diretor de pesquisa da escola de pós-graduação da própria FGV, mostrando que o efeito do preço do minério de ferro sobre a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é estatisticamente igual a zero. "A inflação, para mim, é calculada pelo que as pessoas pagam efetivamente e isto é medido pelo IPCA", afirma Agnelli.

"O cálculo da inflação - aquela que afeta o dia a dia das pessoas - é feito pelos chamados índices de preços ao consumidor (...) Como o IGP-M tem 60% de sua composição vinculada a um índice de preços ao produtor (IPA) - que mede a renda que os produtores recebem por seus produtos e não os efeitos sobre o consumidor - há claramente uma distorção no seu uso indiscriminado como referência de inflação", escreve a mineradora em seu comunicado.

Para Agnelli, Vale tem ajudado a diminuir a inflação
O presidente da Vale não só defendeu o impacto neutro da alta do minério de ferro na inflação brasileira, mas afirmou que a companhia tem ajudado a evitar um maior aumento nos preços, já que o maior volume financeiro exportado contribui positivamente para a balança comercial brasileira.