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08/02/2011 - 18:45 - Por: Diário do Comércio

Siderurgia brasileira avalia a manutenção dos aportes

A falta de competitividade do setor produtivo nacional coloca em risco a continuidade de investimentos

A indústria siderúrgica brasileira está avaliando a manutenção dos investimentos previstos no país para os próximos anos, conforme informou o presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes. A falta de competitividade do setor produtivo nacional coloca em risco a continuidade de investimentos.

Segundo Lopes, os entraves sempre existiram, mas ficaram evidenciados ao longo de 2010 devido a um conjunto de fatores, como a sobrevalorização do real, que deixou os produtos importados mais competitivos. Além disso, a guerra fiscal entre os estados e o excedente de aço no mercado internacional contribuíram para o recrudescimento do cenário. "O setor foi compelido a enfrentar a concorrência sem igualdade de condições", afirmou.

Em 2009, os investimentos previstos pelo setor até 2014 eram de US$ 39,8 bilhões. Os aportes iriam adicionar uma capacidade instalada de 35 milhões de toneladas de aço no país. Mas Lopes lembrou que os números ficaram desatualizados, pois o setor atravessa um momento de inflexão e está avaliando os projetos.

Ele lembrou que a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas), por exemplo, engavetou no ano passado o projeto da usina de Santana do Paraíso (Vale do Aço), orçada em US$ 6 bilhões.

Segundo o presidente executivo da entidade, os investimentos que estão garantidos são aqueles que já foram iniciados, como o da Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB), em Jeceaba, no Campos das Vertentes, orçado em US$ 1,6 bilhão.

Para o economista Roberto Luiz Troster, é preciso elevar a competitividade das empresas brasileiras para evitar a fuga de investimentos para outros países. "O Chile, por exemplo, avançou muito nestas questões nos últimos anos". Ele ressaltou que a China durante a crise financeira realizou um planejamento de longo prazo ao investir em infraestrutura, o que elevou a competitividade das empresas instaladas no país asiático. Já o Brasil diminuiu a carga tributária para alavancar o consumo interno, com a redução da alíquota do IPI para veículos, materiais de construção e eletrodomésticos.