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01/07/2010 - 16:10 - Por: O Estado de São Paulo

Alta do minério de ferro se dissipa e derruba o IGP-M

"Agora com reajustes trimestrais, o produto vai passar a ter comportamento semelhante ao de outras commodities"

O minério de ferro derrubou a inflação medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) neste mês. Em junho, o IGP-M, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ficou em 0,85%, com recuo de 0,34 ponto porcentual em relação ao resultado de maio, quando o índice havia subido 1,19%. Da queda de 0,34 ponto porcentual do IGP-M de maio para junho, o minério de ferro foi responsável pelo recuo de 0,25 ponto do indicador no período.

No Índice de Preços por Atacado (IPA), que responde pela maior parte do IGP-M (60%), o minério de ferro representou a totalidade da desaceleração do indicador de um mês para outro. O IPA encerrou junho com variação de 1,09%, com queda de 0,40 ponto porcentual ante maio.

O minério de ferro subiu 23,05% este mês depois de ter aumentado 49,76% em maio e ter sido responsável pela disparada do IGP-M que é usado para reajustar principalmente contratos de aluguel. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, a perspectiva é de que a alta do minério de ferro se dissipe. "Agora com reajustes trimestrais, o produto vai passar a ter comportamento semelhante ao de outras commodities." Isoladamente, hoje o minério de ferro é o produto que mais influencia o comportamento do IPA, com peso de 3,75%, superando os bovinos (3,53%) e a soja (3,44%).

Dos três componentes do IGP-M, dois registraram desaceleração de maio para junho, o IPA e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com deflação de 0,18% em junho, após ter subido 0,49% no mês anterior.

Já o INCC teve forte aceleração, refletindo o vigoroso ritmo de atividade da construção civil. O INCC de junho subiu 1,77%, com alta 0,84 ponto porcentual em relação a maio. Os preços da mão de obra, com variação de 2,59% em junho, dos materiais e equipamentos (1,04%) e dos serviços (0,92%) dispararam de maio para junho.

Quadros observa que a trajetória do IGP-M do primeiro semestre foi oscilante, refletindo os movimentos de expansão e retração das diferentes economias no cenário mundial. De janeiro a junho, o indicador subiu 5,68%. Para o segundo semestre, ele acredita que essa trajetória oscilante deve continuar e alerta para a alta acumulada de 8,09% no ano dos preços dos bens intermediários para a produção industrial que pode pressionar o IPC.