publicidade
Mapa do Site Anuncie sua empresa Anucie sua oferta Cadastre-se
Sucata de Metais Ferrosos Sucata de Metais Não-Ferrosos Sucata de Plástico Sucata de Papel e Papelão Sucata de Eletrônicos Sucata em Geral
em noticias site todo
16/01/2012 - 17:13 - Por: Terra

Eletrodomésticos: empresas vão incentivar bens sustentáveis

Além de estimular a reciclagem, evitando o acúmulo desses aparelhos nos lixões, quem entrega o aparelho também deve ser beneficiado

Para reduzir o impacto do descarte de eletrodomésticos no meio ambiente, governo, revendedores e indústria investem em mecanismos para gerenciar a disposição de produtos usados. Juntos, eles negociam a criação de um sistema no qual, ao comprar um eletrodoméstico novo, o consumidor devolve o antigo. Além de estimular a reciclagem, evitando o acúmulo desses aparelhos nos lixões, quem entrega o aparelho também deve ser beneficiado. A ideia é que ele receba alguma compensação por isso. É a chamada logística reversa.

Para o vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Whirlpool Latin America, Armando Valle Jr., o mecanismo não é apenas uma maneira de aumentar o consumo, é também uma questão ambiental. Atualmente, existem no País cerca de 15 milhões de refrigeradores com mais de doze anos de uso. Por terem tecnologia ultrapassada, além de utilizar gases de efeito estufa para a refrigeração, consomem em média 30% mais energia do que um aparelho novo. Para se ter uma ideia, trocar metade desses refrigeradores por equipamentos mais eficientes reduziria tanto o gasto energético que seria possível liberar energia equivalente ao que produz uma Usina de Itaipu.

O objetivo do programa estudado é recompensar o comprador pela entrega do produto e, ao mesmo tempo facilitar esse processo. Como são aparelhos de grandes dimensões e de difícil transporte, é necessário disponibilizar um sistema para recolher o produto na casa do consumidor. Caso isso não seja feito, dificilmente as pessoas farão o esforço de devolver o equipamento, diz Valle Jr. Ele explica que, para as empresas, essa é a parte mais cara, pois exige postos de armazenamento e transporte.

Outras possibilidades também estão sendo colocadas em prática e avaliadas. É o caso do aluguel de eletrodomésticos. A Brastemp vem usando um novo modelo de negócio para os purificadores de água. Pagando uma taxa mensal, o consumidor tem o aparelho e assistência técnica. Com a troca e manutenção incluídas no aluguel, o usuário tem a garantia da qualidade da água e a empresa consegue controlar de todos os processos que envolvem a vida útil do produto. "Como os purificadores usados retornam para a empresa, conseguimos reciclar 100% do material", explica Valle Jr.

O vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Whirlpool Latin America afirma que a empresa estuda a ampliação do sistema de locação para outras linhas, mas que a curto prazo é algo complicado de implantar. Cada produto tem uma particularidade o que exige um modelo diferente, e o brasileiro tem hábitos de consumo próprios. "Ele tem um sentimento de propriedade muito grande com os eletrodomésticos. Quer sempre algo mais novo, exclusivo, com tecnologia avançada."

O Brasil é o terceiro maior mercado no setor de produtos de linha branca no mundo e ainda não tem um sistema descarte definido. Países europeus, por exemplo, já estão acostumados a se preocupar em dar uma destinação correta aos produtos fora de uso. "O Brasil ainda não tem essa cultura, mas estamos caminhando para isso", afirma Valle Jr. Entretanto, ele explica que o País ainda tem um mercado secundário forte para produtos de linha branca, prolongando a vida útil dos equipamentos. Sem essa prática, certamente a quantidade de eletrodomésticos nos lixões seria ainda maior.