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10/01/2012 - 18:47 - Por: Convergência Digital

Brasil jogará 4,7 toneladas de celulares no lixo em 2012

Em 2013, o montante deve chegar a 7.500 toneladas

Os aterros sanitários do Brasil vão receber 4.770 toneladas de celulares, incluindo baterias e carregadores, descartados em 2012, revela estudo realizado pela Fundação Santo André. Em 2013, o montante deve chegar a 7.500 toneladas. Os números foram obtidos com base em levantamento de vendas em 2010 e projeções de empresas especializadas sobre a vida útil dos aparelhos.

Segundo o levantamento, em 2010, foram vendidos 48 milhões de aparelhos, com peso médio de 100 gramas no país. O grande problema é que esses terminais - com vida útil entre dois e três anos - estão tendo um descarte irregular. Grande parte vai para o lixo comum, medida que aumenta o risco de contaminação, revela a engenheira ambiental Nathália de Carvalho Ailofi, responsável pelo levantamento.

Segundo a pesquisadora, em entrevista ao Diário do Grande ABC, de São Paulo, publicada no início de janeiro, apesar do crescimento da venda de celulares no Brasil, e do rápido descarte de aparelhos, não há soluções adequadas para o descarte. "Há um projeto de lei que obriga a padronização de carregadores por parte dos fabricantes. Isso permitiria o reaproveitamento da peça", sinaliza a especialista na reportagem.

O estudo conclui que não existem políticas públicas nem empresas especializadas na reciclagem de celulares que permitam garantir a ausência de impacto ambiental gerados pelos componentes tóxicos presentes na bateria e em outras peças dos celulares, apesar da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela lei número 12.305 de 2 agosto de 2010 e que entrou em vigor no ano passado.

Pela legislação, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes são responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos. A nova regulamentação também cria obrigações para os órgãos públicos de limpeza urbana e para os consumidores. Todos estão sujeitos a multas pelo não cumprimento da norma.

As infrações variam de R$ 500 a R$ 10 milhões. A nova lei obriga as indústrias e toda sua cadeia de fornecimento a gerenciar esses materiais, adotando medidas para a destinação correta e implementação de coletas seletivas. Os consumidores também são obrigados a cumprir a legislação, devolvendo seu lixo eletrônico para a indústria.